Rodízio de pneus: quando fazer, benefícios e onde encontrar serviço em São Carlos
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Foto: Imagem Ilustrativa. São Carlos encerrou sua participação na 88ª edição dos Jogos Abertos do Interior “Horácio Baby Barioni”, realizada em Votuporanga entre os dias 8 e 18 de outubro, com um resultado histórico: o vice-campeonato inédito no handebol feminino. Foi a primeira vez que a modalidade chegou à final de uma das mais tradicionais competições esportivas do Estado de São Paulo. A delegação são-carlense terminou na 21ª colocação geral, com 44 pontos, em uma competição que reuniu 5.758 atletas de 157 municípios paulistas em 28 modalidades esportivas. O vice-campeonato histórico do handebol feminino A conquista do segundo lugar no handebol feminino foi celebrada como a maior marca da participação são-carlense nesta edição. “A segunda colocação representa um resultado inédito para a modalidade e reconhece o trabalho desenvolvido pelas atletas e pela comissão técnica, além da dedicação e da evolução do projeto esportivo no município”, disse o chefe da delegação, Sebastião Alexandre da Cunha, o professor Sebá. “A chegada à final de uma das mais tradicionais competições esportivas do estado de São Paulo reforça a importância da conquista para o esporte de São Carlos. O desempenho da equipe representa motivo de orgulho para a cidade e evidencia o trabalho, a superação e o comprometimento das jogadoras ao longo da competição”, completou. Ouro no tênis feminino sub-21 O único título da delegação veio no tênis. As tenistas Serena Tofoli e Giovana Gianotti conquistaram a medalha de ouro no tênis feminino sub-21, vencendo três das quatro partidas disputadas ao longo do torneio. O tênis masculino sub-21 também subiu ao pódio, encerrando a competição com o bronze. Mais medalhas para São Carlos Além do vice no handebol e do ouro no tênis, a delegação são-carlense somou outras conquistas. O futsal feminino, o vôlei masculino e o judô masculino na modalidade Nage no Kata terminaram em terceiro lugar. No atletismo, São Carlos conquistou uma prata e cinco bronzes. Luan Bissoli ficou com a prata nos 5.000 metros. Os bronzes vieram com Edina Almeida (5.000 metros), Miguel Luciano (10.000 metros), Suzana Barbosa (10.000 metros) e João Barbosa (salto com vara). No último dia de disputas, o futsal feminino empatou com Marília em 1 a 1 no tempo regulamendar e venceu nos pênaltis por 3 a 1. O vôlei masculino derrotou Indaiatuba por 3 sets a 2 em partida equilibrada. Classificação geral São Carlos somou 29 pontos nas modalidades da categoria livre e 15 nas categorias sub-20 e sub-21, totalizando 44 pontos — mesma pontuação de Botucatu, que ficou em 20º lugar. O título geral ficou com São José dos Campos, que conquistou sua oitava vitória consecutiva nos Jogos Abertos com 353 pontos. Santos (277), Praia Grande (159), Indaiatuba (156) e Sorocaba (144) completaram as cinco primeiras posições. Perguntas frequentes – FAQ O que são os Jogos Abertos do Interior? São os Jogos Abertos do Interior “Horácio Baby Barioni”, uma das competições esportivas mais tradicionais do Estado de São Paulo, realizada anualmente e disputada por municípios do interior paulista em diversas modalidades. Qual foi o destaque de São Carlos nos Jogos Abertos de 2026? O maior destaque foi o vice-campeonato inédito do handebol feminino — a primeira vez que a modalidade chegou à final da competição. São Carlos também conquistou o ouro no tênis feminino sub-21 com Serena Tofoli e Giovana Gianotti. Quantas cidades participaram dos Jogos Abertos em 2026? A edição de 2026 reuniu 5.758 atletas de 157 municípios paulistas, com 28 modalidades esportivas fixas, além de beach tennis e tiro como modalidades extras. Qual cidade venceu os Jogos Abertos de 2026? São José dos Campos venceu com 353 pontos, conquistando sua oitava vitória consecutiva na competição. Santos ficou em segundo e Praia Grande em terceiro.
Foto: Imagem Ilustrativa. Evento na Estação Cultura reúne 16 maquetes temáticas, apresentação de sapateado, palestra sobre história ferroviária e atividades para toda a família nos dias 26 e 27 de setembro. São Carlos recebe neste fim de semana a 17ª edição do Encontro de Ferreomodelismo, evento que reúne apaixonados por ferrovias, história e cultura ferroviária com programação gratuita para toda a família. O evento acontece na plataforma da Estação Cultura de São Carlos, no sábado (26), das 10h às 18h, e no domingo (27), das 9h às 17h. O grande destaque da edição são as 16 maquetes temáticas representando cidades como Pirassununga, Itapetininga, São José do Rio Preto, São Paulo, Campinas e São Carlos, além de uma maquete modular de 70 metros de comprimento, considerada uma das maiores do Brasil. “Ela é considerada, se não for a maior, uma das maiores maquetes do Brasil”, afirmou Sérgio Ricardo de Lucca, presidente da Associação de Ferreomodelismo de São Carlos (ASCFER). Atrações do evento Outra peça especial é a réplica em miniatura de uma Maria Fumaça na escala 1/8 do tamanho real, reproduzindo um modelo de Pindamonhangaba, construída pelo ferreomodelista Leandro Guidini. O evento também contará com lojistas especializados vindos de São Paulo, Campinas, Piracicaba e outras cidades, com itens que vão desde caixas básicas de montagem até miniaturas e paisagismo para maquetes. A Rumo estará presente no sábado com atividades e ações educativas sobre segurança e respeito às ferrovias. Programação especial Serviço — 17º Encontro de Ferreomodelismo Fonte: Prefeitura de São Carlos.
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Foto: Imagem Ilustrativa. A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda, realiza de 21 a 25 de setembro a Semana de Conciliação Administrativa do programa Empreendedor em Dia. A iniciativa amplia o atendimento a empreendedores e profissionais autônomos interessados em regularizar débitos municipais, com condições especiais para quitação. Durante o período, os contribuintes podem procurar o SIM (Serviços Integrados do Município) e o Plantão Fiscal da Secretaria de Fazenda, na Avenida São Carlos, nº 2.142, no Centro, para negociar seus débitos. Quanto de desconto é possível conseguir Para pagamento à vista, o programa prevê redução de 100% dos juros de mora e da multa, ou seja, isenção total desses encargos. Já para quem parcelar em até seis vezes, o desconto é de 70% sobre juros e multa. Também é possível fazer parcelamentos em outras condições previstas pela legislação municipal, além de solicitar a reavaliação de acordos já formalizados anteriormente, seguindo as regras do programa. Prazos que valem a atenção Os acordos firmados precisam ser quitados até 21 de dezembro de 2026. Como o número de parcelas disponíveis tende a diminuir conforme a data se aproxima, quanto mais cedo o empreendedor aderir, maior a chance de conseguir mais parcelas para pagar. Vale destacar que o programa Empreendedor em Dia como um todo segue aberto para adesão até 18 de dezembro a Semana de Conciliação (21 a 25/09) é apenas um período de atendimento ampliado, não o prazo final do programa. Como participar Interessados podem buscar atendimento presencial no SIM ou no Plantão Fiscal, na Avenida São Carlos, nº 2.142, Centro. Outras informações também podem ser obtidas pelo WhatsApp do Plantão Fiscal, no telefone (16) 3362-1115, ou pelo e-mail iss@saocarlos.sp.gov.br. Perguntas frequentes O que é a Semana de Conciliação Administrativa? É um período de atendimento ampliado, de 21 a 25 de setembro, para que empreendedores e autônomos regularizem débitos municipais com condições especiais de desconto. Quanto de desconto posso conseguir? 100% de redução em juros e multa no pagamento à vista, ou 70% de desconto nesses encargos ao parcelar em até seis vezes. Até quando posso aderir ao programa Empreendedor em Dia? O programa segue aberto para adesão até 18 de dezembro de 2026, mas a Semana de Conciliação com atendimento ampliado é só de 21 a 25 de setembro. Até quando os acordos precisam ser quitados? Até 21 de dezembro de 2026. Onde posso fazer o atendimento? No SIM (Serviços Integrados do Município) ou no Plantão Fiscal da Secretaria de Fazenda, na Avenida São Carlos, nº 2.142, Centro. Como entro em contato para tirar dúvidas? Pelo WhatsApp do Plantão Fiscal, telefone (16) 3362-1115, ou pelo e-mail iss@saocarlos.sp.gov.br. Fonte: Prefeitura Municipal de São Carlos, Secretaria Municipal de Fazenda.
Foto: Imagem Ilustrativa. São Carlos é a Capital Nacional da Tecnologia por força da Lei Federal 12.504, sancionada em 11 de outubro de 2011. O texto é curto e direto: confere ao município, no Estado de São Paulo, o título. Mas o reconhecimento não foi cortesia legislativa, foi o registro oficial de um processo que começou décadas antes. Este artigo conta essa história com dados verificados, corrige mitos que circulam errados há anos e apresenta os desafios reais que o título não resolve por si só. O título: o que diz a lei A Lei Federal 12.504 foi sancionada em 11 de outubro de 2011 e publicada no Diário Oficial da União em 13 de outubro do mesmo ano. Ela nasceu do Projeto de Lei 6532/2009, de autoria do então deputado Lobbe Neto. O texto tem um único artigo de conteúdo: é conferido ao Município de São Carlos, no Estado de São Paulo, o título de Capital Nacional da Tecnologia. Não se trata de apelido criado pelo comércio local nem de campanha de marketing municipal. É designação legal e a lei apenas registrou em papel o que já vinha sendo construído há quase seis décadas. A raiz: 1948, 1953 e o mito que precisa ser corrigido A vocação científica de São Carlos tem data de nascimento: a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), criada pela Lei Estadual 161, de 1948, com atividades iniciadas efetivamente em 18 de abril de 1953, quando foi proferida a aula inaugural no prédio que hoje abriga o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), no centro da cidade. Aqui cabe uma correção que circula errada em quase toda reportagem sobre a cidade. Não é raro ler que a EESC foi “o primeiro campus da USP fora da capital”. Não foi. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, integra a USP como unidade fundadora desde 1934, dezenove anos antes da primeira aula em São Carlos. O que é correto dizer: a EESC foi a primeira unidade criada pela USP no interior paulista após a fundação da universidade, e a primeira unidade de ensino e pesquisa do campus são-carlense. Em 1956, já pequena demais para o prédio do centro, mudou-se para a área onde se formou o campus universitário atual. Naquele momento, São Carlos era uma cidade formada pelo ciclo do café, fundada em 4 de novembro de 1857. A decisão de instalar ali uma escola de engenharia da USP alterou a trajetória do município de forma irreversível. O número que colocou São Carlos no mapa (e o que ele realmente diz) A estatística mais citada sobre a cidade é também a mais mal explicada. Circulam pelo menos três versões: um doutor para cada 100, para cada 135 e para cada 180 habitantes. Todas as três já foram verdadeiras — em anos diferentes. Levantamento Doutores População Proporção 2006 (UFSCar) 1.700 ~230 mil 1 para cada 135 2011 (à época da lei) — — 1 para cada 180 2019 (estudo mais recente) mais de 2.530 ~250 mil 1 para cada 100 A média brasileira citada nos mesmos levantamentos era de um doutor para cada 5.423 habitantes, ou seja, a densidade de São Carlos é quase dez vezes superior à nacional. Uma ressalva importante: o dado mais recente é de 2019. Não há levantamento público atualizado depois disso. Quando alguém diz hoje “um doutor para cada 100 moradores”, está citando um número de sete anos atrás. A ordem de grandeza segue válida; a precisão, não. Há ainda um segundo indicador, menos citado e igualmente forte: a análise do projeto de lei na Câmara dos Deputados apontava 14,5 patentes por 100 mil habitantes ao ano em São Carlos, contra uma média nacional de 3,2 índice quase cinco vezes superior. A primeira incubadora da América Latina Em dezembro de 1984, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) criou em São Carlos a Fundação ParqTec. No ano seguinte, ela abriu o que é reconhecido como a primeira incubadora de empresas de base tecnológica da América Latina. Não foi um detalhe administrativo. Foi a criação de um caminho de saída: laboratório, incubadora, empresa. Um trajeto que, até então, simplesmente não existia no país. O resultado acumulado em quatro décadas: mais de 200 empresas de base tecnológica em operação na cidade, a maioria criada por alunos, professores e pesquisadores das universidades locais. São Carlos em números Indicador Dado Título oficial Capital Nacional da Tecnologia (Lei Federal 12.504, de 11/10/2011) Origem da lei PL 6532/2009, do deputado Lobbe Neto Fundação da cidade 4 de novembro de 1857 Criação da EESC Lei Estadual 161/1948; primeira aula em 18/04/1953 Criação da Fundação ParqTec Dezembro de 1984 (CNPq) Primeira incubadora da América Latina 1985 População (Censo 2022) 254.857 habitantes População (estimativa 2025) 266.427 habitantes Doutores (levantamento de 2019) Mais de 2.530 Densidade de doutores (2019) 1 para cada 100 habitantes Patentes 14,5 por 100 mil habitantes/ano (média nacional: 3,2) Empresas de base tecnológica Mais de 200 PIB per capita (2023) R$ 72.146,03 Altitude 856 metros Distância da capital 231 km Fonte: IBGE Cidades, UFSCar, Câmara dos Deputados. Os indicadores sociais: o que o IBGE mostra Indicador Valor Ano de referência População (Censo) 254.857 habitantes 2022 População (estimativa) 266.427 habitantes 2025 Densidade demográfica 224,17 hab/km² 2022 PIB per capita R$ 72.146,03 2023 Escolarização de 6 a 14 anos 98,79% 2022 IDHM 0,805 2010 Posição populacional no estado 32ª de 645 2022 Fonte: IBGE Cidades. Atenção ao IDHM. O número 0,805, repetido em praticamente toda matéria sobre a cidade, é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 2010. Tem dezesseis anos. É um dado legítimo, mas não é uma fotografia do presente. Quanto ao Índice de Progresso Social (IPS Brasil), em uma das edições do levantamento São Carlos apareceu como a 1ª colocada entre as cidades médias do país: municípios de 100 mil a 500 mil habitantes, excluídas as capitais com nota 70,96 numa escala de 0 a 100. Na edição IPS Brasil 2026, divulgada em maio de 2026, a liderança nacional
Foto: Imagem Ilustrativa O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) recebeu na última sexta-feira (9) a visita técnica de Arthur Chioro, presidente da HU Brasil, empresa estatal responsável pela gestão dos hospitais universitários federais do país. A agenda percorreu as principais áreas em expansão da unidade, com destaque para a Nefrologia, a Telessaúde e os novos espaços de internação. A visita reforça um ciclo de investimentos que ganhou impulso em março deste ano, quando o presidente Lula inaugurou novas áreas do hospital com recursos de R$ 32,5 milhões do Novo PAC incluindo a Unidade de Nefrologia com 24 pontos de hemodiálise, 32 novos leitos clínicos e cirúrgicos e duas salas cirúrgicas. O que foi apresentado durante a visita No térreo, Chioro conheceu o Setor de Nefrologia e o novo espaço da Diálise Peritoneal, onde já estão em funcionamento 12 postos para hemodiálise, serviço que ajudou a suprir uma demanda reprimida na região, já que muitos pacientes precisavam se deslocar a outras cidades até três vezes por semana para realizar o procedimento. No primeiro andar, o presidente da HU Brasil visitou o Núcleo de Telessaúde da Unidade de e-Saúde. O serviço realiza teleconsultas, ações de teleducação e teleconsultoria entre o hospital e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, oferecendo suporte técnico remoto aos profissionais e contribuindo para a tomada de decisões clínicas e para a qualificação da assistência. Chioro também ficou impressionado com as obras da nova UTI e anunciou que está em estudo a possibilidade de ampliação de toda a área de emergência. O impacto regional do HU-UFSCar O HU-UFSCar é referência prioritária para seis municípios da Diretoria Regional de Saúde III (DRS III), atendendo aproximadamente 400 mil habitantes. Conforme a complexidade dos serviços, a área de abrangência pode ser ampliada para os 24 municípios da DRS III, com população estimada em cerca de 993 mil pessoas. “Estive aqui em 2023, na inauguração da ala pediátrica, e agora serviços importantíssimos estão em pleno funcionamento e, muito em breve, serão entregues à população de São Carlos e região”, destacou Chioro durante a visita. Com a expansão concluída, a capacidade do hospital deve passar de 93 para até 158 leitos um aumento de cerca de 70% em relação à estrutura anterior. Leia também: Saúde Mental em São Carlos. Perguntas frequentes – FAQ O que é o HU-UFSCar? O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos é um hospital público federal vinculado à HU Brasil (antiga Ebserh), que oferece atendimento pelo SUS e funciona também como campo de prática para estudantes de saúde da UFSCar. Onde fica o HU-UFSCar? Na Rua Luís Vaz de Camões, 111 — Vila Celina, São Carlos/SP. O que é hemodiálise e por que é importante ter o serviço em São Carlos? Hemodiálise é um procedimento de filtragem do sangue indicado para pacientes com doença renal crônica, realizado geralmente três vezes por semana. Antes da expansão do HU-UFSCar, muitos pacientes da região precisavam se deslocar a outras cidades para fazer o tratamento. O que é o Núcleo de Telessaúde do HU-UFSCar? É uma unidade que realiza teleconsultas, teleducação e teleconsultoria entre o hospital e as UPAs de São Carlos, permitindo que profissionais de saúde da rede municipal recebam suporte técnico remoto em decisões clínicas. Quem é Arthur Chioro? Arthur Chioro é o presidente da HU Brasil, empresa pública federal que administra os hospitais universitários federais do país. Ex-ministro da Saúde no governo Dilma, ele acompanha de perto a expansão do HU-UFSCar desde 2023.
Foto: Imagem Ilustrativa. São Carlos aparece em segundo lugar no ranking nacional de cidades com mais empresas fundadas por ex-alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), atrás apenas da capital paulista. O dado é resultado de um novo método de pesquisa criado dentro da própria universidade, batizado de Cross-Match, que mapeou pela primeira vez com precisão o impacto econômico gerado pelos egressos da instituição. O levantamento identificou 1.512 empresas com sede em São Carlos ligadas a ex-alunos da UFSCar, um número atrás apenas de São Paulo (3.215) e à frente de Campinas (525), reforçando o papel da cidade como polo de empreendedorismo acadêmico no interior paulista. Como o estudo chegou a esse número Diferente de levantamentos tradicionais que dependem de questionários enviados a ex-alunos, como fazem o MIT e a Unicamp há anos, o método desenvolvido na UFSCar cruza automaticamente dados de egressos com a base pública de CNPJs da Receita Federal. Essa técnica elimina o principal problema dos formulários: quem nunca responde à pesquisa simplesmente fica de fora da conta, subestimando o real impacto da universidade. O projeto começou como piloto em 2022, testado com egressos do curso de Engenharia de Computação, e foi expandido em 2025 para toda a universidade. Ao todo, o Cross-Match analisou 43.735 formados entre 1970 e 2024, encontrando 13.720 empresas com pelo menos um egresso no quadro societário das quais 8.607 seguiam ativas no momento da pesquisa. O tamanho do impacto econômico Juntas, essas empresas ativas faturam pelo menos R$ 14,1 bilhões por ano, segundo estimativa baseada em faixas de faturamento declaradas à Receita Federal. A maioria (52,9%) são microempresas, enquanto 14,1% são de pequeno porte e 33,1% de médio a grande porte, um número que não inclui os microempreendedores individuais (MEI), deixados de fora da metodologia. O alcance também chamou atenção dos pesquisadores: foram encontradas empresas ligadas a egressos da UFSCar em 922 municípios brasileiros quase 17% de todas as cidades do país, atuando em 740 setores diferentes, da tecnologia da informação à agricultura, passando por saúde e engenharia. Por que esse tipo de indicador importa Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, ter dados mais precisos sobre quantas empresas uma universidade efetivamente ajuda a criar permite decisões mais assertivas sobre políticas de desenvolvimento econômico regional. A ideia agora é expandir o uso do Cross-Match para outras universidades brasileiras, criando uma base comparável em escala nacional algo que hoje só a Unicamp faz de forma consistente no país, através de pesquisas anuais próprias. O estudo foi conduzido por Fernando Guerreiro Cunha, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSCar, e publicado originalmente pela plataforma The Conversation. Perguntas frequentes O que são as chamadas “empresas-filhas”? São empresas em que ao menos um ex-aluno de graduação da universidade faz parte do quadro societário. Qual a posição de São Carlos no ranking? São Carlos é a 2ª cidade do Brasil em número de empresas-filhas da UFSCar, com 1.512 empresas, atrás apenas de São Paulo. Como funciona o método Cross-Match? Ele cruza automaticamente os dados de egressos da universidade com os registros públicos de CNPJs da Receita Federal, sem depender de questionários voluntários. Quanto essas empresas faturam por ano? Pelo menos R$ 14,1 bilhões ao ano, somando todas as empresas ativas identificadas pelo estudo. O levantamento inclui MEIs? Não. O método não considerou empresas registradas como Microempreendedor Individual (MEI). Quem desenvolveu o método? Pesquisadores da UFSCar, com o estudo conduzido por Fernando Guerreiro Cunha, doutorando em Engenharia de Produção pela universidade. Fonte: The Conversation / Terra, artigo de Fernando Guerreiro Cunha, doutorando na UFSCar.
Foto: Imagem Ilustrativa. O Ministério do Turismo confirmou, mais uma vez, a presença de São Carlos entre os destinos mais bem avaliados do país. A cidade renovou sua certificação como “Município Turístico – Nível 1” no Mapa do Turismo Brasileiro 2026, a categoria mais alta do sistema oficial do governo federal. Por trás do título, existe uma avaliação técnica rigorosa: são 70 indicadores analisados, seguindo critérios da Lei Geral do Turismo e do Plano Nacional de Turismo 2024-2027. Ficar no topo dessa lista coloca São Carlos entre os municípios que mais recebem visitantes e mais investem em infraestrutura turística no Brasil. Por trás do título, dinheiro público em jogo Manter essa classificação tem um efeito prático direto no orçamento municipal. A legislação federal determina que 90% de toda a verba do Ministério do Turismo seja destinada apenas às cidades certificadas pelo sistema, o que significa que, sem o selo, São Carlos ficaria de fora da disputa por recursos para obras, sinalização turística e eventos. Há também um efeito regional: como São Carlos funciona como polo dentro da Região Turística Serra do Itaqueri, ao lado de outros 15 municípios, perder a certificação prejudicaria não só a cidade, mas o acesso a verbas de toda a região vizinha. Isso reforça o papel de São Carlos dentro da Rota do Caminho da Fé e nos roteiros turísticos que envolvem a região. Como o município garantiu a nota máxima A responsável por organizar e validar todos os dados enviados ao governo federal foi Fabiana Nascimento, diretora do Departamento de Qualificação do Turismo da cidade. O trabalho envolveu alimentar o SISMAPA — sistema oficial usado pelo MTur, com informações que vão desde a rede hoteleira até o cadastro de empresas no Cadastur. Segundo Fabiana, o processo funciona como um “raio-X completo e fidedigno” de toda a cadeia turística do município. Já o secretário adjunto de Turismo, Hícaro Alonso, associa o resultado a uma agenda mais ampla: para ele, o Nível 1 sinaliza que as políticas públicas da cidade estão alinhadas com as melhores práticas do setor, abrindo espaço para novos investimentos e empregos na região. O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, reforça que o mérito é compartilhado entre a Secretaria e o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR). Segundo ele, manter a chancela em 2026 garante à cidade continuidade em um crescimento que classificou como sustentável, com reflexos diretos no comércio e na geração de emprego local. Perguntas frequentes O que é o Mapa do Turismo Brasileiro? É o sistema oficial do Ministério do Turismo que classifica municípios brasileiros de acordo com indicadores técnicos de desempenho na economia do turismo. O que significa São Carlos ter o “Nível 1”? É a classificação mais alta do sistema, reservada a municípios com maior fluxo de visitantes e melhor estrutura de atrativos e serviços turísticos. Por que essa certificação importa financeiramente? Porque 90% dos recursos e emendas do Ministério do Turismo só podem ser destinados a cidades certificadas — sem o selo, o município perde acesso a essas verbas. Outras cidades da região são afetadas? Sim. São Carlos integra a Região Turística Serra do Itaqueri, com mais 15 municípios, e sua certificação também influencia os repasses de toda a região. Quem cuida da coleta dos dados usados na avaliação? O levantamento é conduzido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, que alimenta o SISMAPA com informações sobre hotelaria, atrativos e cadastro de empresas no Cadastur. Fonte: Prefeitura Municipal de São Carlos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.